Meu perfil

Desconectar

Facebook
Instagram
Twitter
Youtube
Whatsapp

Meu perfil

Desconectar

FUNDADO EM 1894 E ONLINE DESDE 1996

Marcelo Santos

Tesouro Direto em 2025: Como escolher o melhor investimento com juros altos

Com a Selic em 15%, entenda as opções do Tesouro Direto e descubra como escolher entre Tesouro Selic, IPCA, Prefixado e outras alternativas de renda fixa

Marcelo Santos

11 de janeiro de 2025 às 06:56
(AdobeStock)

(AdobeStock)

Se no ano passado os juros já estavam altos, deixando a renda fixa atrativa, em 2025, com expectativa da Selic bater em 15% ao ano, esses investimentos compensam mais ainda. O Tesouro Direto está na linha de frente, mas cada papel deve receber olhar diferente. O Tesouro Selic carrega esse nome porque paga o mesmo que a Selic mais taxinha (de 0,454% no papel para 2027 ou 0,1105% em 2029). A vantagem dele é que pode se for sacado antes do vencimento, com base na Selic do momento. Mas ele pode dar prejuízo se a inflação subir depressa e o Banco Central não reagir logo.

Como a inflação está persistente, o Tesouro IPCA é outra opção vantajosa para este ano. Isso porque ele paga o IPCA mais uma taxa garantida no vencimento, acima de 7% ao ano (o rendimento será IPCA + essa taxa). Quem vender antes ficará sujeito ao valor do papel no momento. No caso atual, se a Selic continuar a subir, o que vai acontecer pelo menos até março, os papéis que pagam menos juros tendem a desvalorizar. Rebra básica: quem pensa no curto prazo deve evitar esse título.

Há ainda o Tesouro Prefixado, que remunera apenas com uma taxa garantida no vencimento – quem vender antes receberá pelos valores do momento. Hoje os prefixados pagam ao redor de 15% ao ano, uma bela taxa. Mas são os papéis mais arriscados do Tesouro – se a inflação subir, continuará pagando a mesma taxa. Vender antes do vencimento também traz o risco de resgatá-lo por um preço menor (mas também com chance de ser maior...).

A poupança melhorou um pouco a rentabilidade – o aniversário de hoje paga 0,61% por 30 dias ou 7,11% nos últimos 12 meses, mas perde para a Selic, agora a 12,25%. Descontando IRPF, a Selic líquida cai para 9,5%. Mas se o investimento for em Tesouro Selic, a ganho é diário e o da caderneta, apenas no aniversário.

Há as rendas fixas de crédito privado – CDB, LCI, LCA, CRI, CRA, debêntures – como esses títulos são caros para o pequeno investidor, uma saída é aplicar em fundos, o que tambem dilui os riscos. Ao comprar um papel privado, há risco do emissor não honrar o pagamento. Veja se o papel tem fundo garantidor, se a taxa supera as do Tesouro Direto, a rentabilidade com e sem liquidez (resgata logo ou no longo prazo). Para fundos, veja a taxa de administração, comparando-a com as de fundos produtos parecidos.

Assuntos relacionados

Este artigo é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a linha editorial e ideológica do Grupo Tribuna. As empresas que formam o Grupo Tribuna não se responsabilizam e nem podem ser responsabilizadas pelos artigos publicados neste espaço.
Utilizamos cookies e tecnologias semelhantes conforme nossa Política de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com essas condições.