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Como ficam os investimentos no Plano Haddad

É preciso aguardar o projeto, ainda sujeito a mudanças, mas no caso de renda até R$ 5 mil, que será isenta, as regras deverão ser parecidas, somando salários e ganhos com aplicações

Marcelo Santos*

30 de novembro de 2024 às 06:07
(Freepik)

(Freepik)

Meta de quem busca aposentadoria antecipada, os dividendos entraram de forma indireta no plano de corte de gastos do governo – mas isso não significa necessariamente que se pagará IR sobre eles. A rigor, esses proventos continuam isentos, ficando apenas sujeitos à tributação na soma dessa renda com salários, aluguéis e ganhos das aplicações isentas (poupança, fundos de infraestrutura, debêntures incentivadas, CRA/CRI e LCI/LCA). Se isso tudo chegar a R$ 50 mil por mês, haverá cobrança de uma alíquota mínima, segundo explicaram o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e seu secretário-executivo Dario Durigan, nas reportagens sobre o anúncio oficial. Na verdade, a tributação se dará a partir de R$ 600 mil anuais e não se apenas num mês chegar a R$ 50 mil.

O percentual do imposto vai variar de 5% a 10%. Se o investidor ganhou R$ 1 milhão no ano, deverá cair na alíquota de 10%. Mas se, por exemplo, pagou 7% de IR no ano, terá que completar os 3% na declaração do IR. Isso pode acontecer com o PJ (quem não tem carteira assinada e recebe como pessoa jurídica). Para quem ficar na faixa de 27,5%, obviamente nada muda por contribuir mais.

É preciso aguardar o projeto, ainda sujeito a mudanças, mas no caso de renda até R$ 5 mil, que será isenta, as regras deverão ser parecidas, somando salários e ganhos com aplicações. Para quem investe na Bolsa, na hora da venda já existe o imposto dedo-duro, desconto simbólico que permite à Receita achar o investidor de renda variável, o que exige preencher a declaração e, se necessário, ter IR a pagar. Não adiantará simplesmente se omitir.

Os endinheirados (mais de R$ 50 mil/mês) não precisam sofrer por antecipação. Tudo depende do projeto a ser apresentado e que – se não for alterado ou barrado pelo Congresso – terá efeito apenas em 2026 (o IR a pagar em 2026 será calculado sobre a renda de 2025). Além disso, haverá ainda a reforma tributária sobre a renda em 2025. Aí sim haverá chance do governo conseguir tributar dividendos, temor de quem tem ações e fundos imobiliários.

Outro motivo para não sofrer desde já é que essa discussão vai ser demorada, o governo não tem maioria do Congresso e o andamento vai depender da força de Lula para 2026. Por outro lado, como esse projeto prevê isenção de IR na renda até R$ 5 mil, promessa de campanha do presidente, será prioridade do governo.

Dividendos do tamanho de um salário mínimo
Segundo o canal Value Investing, com Guilherme, no YouTube, 6.618 ações do Banco do Brasil garantem R$ 1.412 por mês em dividendos. Para ter essa renda, será preciso antes investir R$ 169.440 nos papéis. O BB foi tomado como exemplo (não é sugestão de investimento!) porque é um pagador mensal, enquanto outras companhias o fazem uma ou duas vezes por ano. Se você não tem essa grana, o jeito é comprar ações aos poucos – não de apenas uma companhia, pois é fundamental diversificar.

Bitcoin em queda: vai ter pechincha?
Em meio a previsões de cotação de US$ 100 mil, US$ 500 mil e até US$ 1 milhão, o bitcoin surpreendeu com tendência de queda nesta semana, recuando a US$ 92 mil – depois se recuperou a US$ 96 mil. Para analistas, após bater em US$ 99 mil, como o bitcoin não conseguiu superar US$ 100 mil, grandes investidores decidiram vender a moeda para faturar os lucros recentes. Para os acumuladores, há oportunidade de comprar mais barato, mas fica o risco dele já ter atingido o topo e ficar assim por um tempo.

Paulada do Trump nas bolsas
O Trump disse que vai mesmo taxar os importados mexicanos e canadenses em 25% e os chineses em 10%, como barganha para combater a imigração, o tráfico de fentanil e a indústria chinesa. Para economistas, esse plano mirabolante vai gerar inflação, pois os custos vão ser repassados ao consumidor, forçando a alta dos juros. Agora vai começar a fase de monitorar empresas que seriam atingidas, tantos as exportadoras (fora dos EUA) como as americanas, que dependem de insumos importados.

*Editor de Economia

Este artigo é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a linha editorial e ideológica do Grupo Tribuna. As empresas que formam o Grupo Tribuna não se responsabilizam e nem podem ser responsabilizadas pelos artigos publicados neste espaço.
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