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De Popa a Proa

Porto de Santos, 133 anos de história

Anderson Pomini, advogado e presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS)

Anderson Pomini

15 de fevereiro de 2025 às 06:36
(Divulgação/Porto de Santos)

(Divulgação/Porto de Santos)

O Porto de Santos chegou aos 133 anos de atividade organizada. Sua trajetória de sucesso remonta ao século 16, quando as primeiras naus adentraram o estuário em busca de uma localização segura e estratégica. Em 18 meses à frente da Autoridade Portuária de Santos (APS), compreendemos a dimensão histórica das tomadas de decisão que envolvem o mais importante porto organizado do Hemisfério Sul, e que afetam o Brasil e o mundo.

No final do século 18, com a expansão do café no Interior paulista, foi aberta a Calçada de Lorena, o primeiro caminho pavimentado para a transposição da Serra do Mar, facilitando o acesso ao Porto de Santos. As atividades portuárias impactaram a economia colonial, ampliando os engenhos de cana-de-açúcar. Em 1543, a operação do Porto possibilitou a abertura do primeiro hospital do Brasil, a atual Santa Casa de Santos.

Em 1859, Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, convenceu o governo imperial a construir, em oito anos, a estrada de ferro ligando o Planalto Paulista ao Porto, a Railway Santos-Jundiaí. Logo, Santos foi porta de entrada de milhares de imigrantes – italianos, japoneses e alemães – e migrantes do Norte e Nordeste do País.

Em 1888, o governo imperial concedeu a gestão do Porto de Santos por 90 anos, outorgada ao grupo Gaffrée & Guinle. Foi criada a Companhia Docas de Santos (CDS) em 2 de fevereiro de 1892, data que marca a criação do Porto Organizado. Ao fim da concessão, em 1980, o Governo Federal assumiu a gestão, fazendo importantes aportes e investimentos, incentivando a iniciativa privada, com novos paradigmas tecnológicos.

A história continuou sendo escrita com decisões que fizeram as commodities agrícolas e extrativas nacionais chegarem a mais de 600 destinos em quase 200 países. No governo anterior (2019-2022), quando se discutia a privatização da gestão, os investimentos foram reduzidos a R$ 74 milhões. Mantida a gestão pública, o presidente Lula realizou até agora um aporte de R$ 12,6 bilhões, o maior da história do Porto.

Atuamos agora na melhora dos acessos rodoviários nas margens direita e esquerda, na expansão da malha ferroviária interna, na dragagem em busca do calado de 17 metros, na melhoria da relação porto-cidades e na viabilização do túnel Santos-Guarujá, idealizado há um século. A obra do túnel, a ser licitada em breve, teve o condão de unir, num mesmo projeto, os governos Federal e do Estado. A união que todos pregavam, mas com ceticismo, está agora se tornando realidade.

Apresentamos um inédito plano de expansão da poligonal do porto organizado, num total de 12,6 milhões de m², permitindo a ampliação, nos próximos anos, de 162,4%. Agradecemos a confiança do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, nos dando agora a missão de ajudar e gerir o Porto de Itajaí (SC). Estamos no caminho certo. Junto com todas as categorias de trabalhadores portuários e o time da APS, estamos fazendo história..

Este artigo é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a linha editorial e ideológica do Grupo Tribuna. As empresas que formam o Grupo Tribuna não se responsabilizam e nem podem ser responsabilizadas pelos artigos publicados neste espaço.
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